Textos curtos

Agora toda empresa é powered by AI – mas isso não é (ou em breve não será mais) diferencial nenhum

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Escrevi há uns dias e já que viralizou a carta do CEO do Shopify sobre o uso da AI no trabalho, vale refletir também sobre as empresas que estão desenvolvendo produtos e funções baseadas em AI.

Eu acho que temos que começar a pensar em já parar de chamar empresas de “AI-based-something”.

Porque logo AI já vai deixar de ser diferencial.

Ninguém mais fala que um software na nuvem é uma vantagem. Todo mundo já sabe e os melhores softwares já são assim.

A AI vai ser isso aí, estará em todos os melhores softwares, sem falta. As empresas que não usarem para seus produtos simplesmente vão perder mercado e vão morrer.

Só que vai ser mais rápido, muito mais rápido do que a revolução cloud.

Podem (e até acho que devem) aproveitar agora como proposta de valor, mas vai durar pouco.

Hoje todo mundo que aplica AI está na crista da onda. Mas quando a maré baixar, vamos descobrir quais empresas estão peladas e quais tem uma proposta de valor forte e são mais que um hit de verão.

Este ano foi difícil… mas existe ano fácil?

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Em dezembro é sempre aquela coisa. Muitas reflexões, muitos posts em redes sociais falando sobre as dificuldades enfrentadas ao longo do ano, das superações, de como foi duro chegar até aqui, mas que ano que vem será melhor. Enfim, todo ano é um ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.

Há poucos dias assisti a mais um show de um dos meus ídolos, Paul McCartney. Foi a quarta vez, mas dessa vez foi diferente, foi a mais emocionante. Talvez porque eu tenha tido sim um ano difícil, onde tive que lidar com perdas na família, com problemas de saúde, com mudança profissional, com síndrome do impostor, com ansiedades e incertezas.

E ter assistido a esse espetáculo no fim do ano trouxe um sentimento de renovação. Principalmente por conta do inédito dueto de Paul com John Lennon, no telão, aproveitando toda a tecnologia que o século XXI nos proporciona.

E eu estou escrevendo isso na verdade só para parafrasear justamente essa dupla, que cantou sobre esse fim de ano há mais de 50 anos.

Everybody had a hard year

Everybody had a good time

Everybody had a wet dream

Everybody saw the sunshine

Todos tivemos anos difíceis, mas também podemos lembrar dos bons momentos que passamos, dos sonhos que sonhamos e da luz do sol que esse ano proporcionou.

E ter sido um ano difícil não significa que coisas boas não aconteceram. Você pode fazer um esforço para tentar lembrar e agradecer por elas.

E além do mais, superar as dificuldades é uma realização e tanto. All things must pass (ok, isso é de outro Beatle, mas impossível também não lembrar de George Harrison).

Agradeça a quem compartilha experiências

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Os profissionais mais brilhantes não são necessariamente os que mais aparecem ou os que mais compartilham. Palco não é entrega, todo mundo sabe.

Mas eles são brilhantes muito por conta de quem compartilha.

A prática e a experiência tem um peso absurdo no desenvolvimento, mas ninguém sai executando do nada, na loucura. Alguma bagagem sempre existe.

E as pessoas que são referência para você, e que você segue, também estão estudando, lendo, se conectando e absorvendo conhecimento com outras pessoas. Também estão sendo ajudadas.

É claro que ninguém é obrigado a compartilhar. Só agradece aí quem um dia compartilhou algo e te ajudou. Um colega, um amigo, um mentor, um professor.

Mas se puder, compartilhe sim.

Não precisa nem ser em público. Pode ser com seu colega, seu time, sua empresa.

Se expressar faz bem.
Escrever faz bem.
Compartilhar faz bem.
E deixa a pele mais bonita (carece de fontes, mas nenhum estudo prova o contrário).

Reflexões sobre como a queda (ainda que temporária) do TikTok afeta as estratégias de marketing

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tiktok ban

Bom dia, boa tarde, boa noite! Como estão? Andei pensando numas coisas aqui, não necessariamente novas, mas de certa forma ainda atuais.

Contexto: Na madrugada do dia 19, o TikTok se tornou inacessível nos EUA, conforme era de se esperar. Mas pode mudar, já que Donald Trump comentou que “muito provavelmente” dará à rede social um prazo de 90 dias para encontrar uma solução.


Este é um tema que estou tratando para a próxima edição do The Update (com spoiler aqui, porque postei antes no Instagram pra aproveitar o timing). E como afeta diretamente o marketing, trago um trecho para compartilhar por aqui também.


“Não construa sua casa em terreno alugado”. Não sei quem falou isso, mas essa é uma grande verdade já difundida há décadas, especialmente no digital. Eu perdi as contas de quantas vezes já debati sobre isso com amigos, parceiros e clientes, especialmente na época de RD Station, onde a gente vendia essa tese dentro da metodologia do Inbound.

Mas vamos lá, justo ou não, quando você coloca todo o seu conteúdo em plataformas que não são suas, você fica refém das políticas delas (por mais que você não tenha lido, você aceitou os termos e condições) e de suas consequências.

Isso até lembra um caso famoso no Brasil, de uma influenciadora que gastou uma nota reformando um apartamento alugado. A proprietária do ap, ao ver a valorização, aumentou o preço do aluguel, o que forçou a inquilina a deixar o imóvel. Adeus, economias!

É pouco viável que as redes sociais não façam parte de uma estratégia de marketing. Pode não ser impossível, mas não ter presença em social media diminui as oportunidades. Porém, a única forma de se proteger de algoritmos que você não comanda e de decisões políticas além do seu controle, ainda é tendo a boa e velha combinação de: site próprio + lista de emails.

Porque todos os anos os gurus tentam matar o email marketing e o SEO empurrando táticas rasas e milagrosas que nada mais são do que fogo de palha.

Alguns fundamentos não mudam, certo?

Valeu, bora domingar agora. Até a próxima!

O quanto você está disposto a desaprender?

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copo com água derramada
Photo by Dawid Zawiła on Unsplash

O quanto você está disposto a desaprender?

No processo de aprendizagem normalmente focamos no que queremos adicionar ao nosso repertório, mas não podemos esquecer que aprender também é esquecer.

Para você aprender a fazer uma atividade do jeito certo, precisa desaprender a fazer do jeito errado.

Nada adianta você aprender na teoria e na prática não conseguir aplicar.

Se você quer ser um bom palestrante, tão importante quanto desenvolver técnicas de oratória, de narrativa e de presença de palco é desaprender alguns vícios de linguagem e a sua má postura, por exemplo.

Por isso que muitas vezes para aprender a fazer do jeito certo é preciso primeiro reconhecer o erro e depois esquecer como fazer do jeito que você sempre fez.

Isso se chama experiência.

Saber como não fazer é tão importante quanto saber como fazer.

É o ponto de partida para o desenvolvimento.