Uma hora antes de dormir e uma hora depois de acordar.
Esse é um bom período para você desligar as notificações, ignorar as redes sociais e a caixa de entrada de email.
Pode parecer muito difícil em nosso mundo hiperconectado. E é. Por vezes o twitter e o gmail foram as minhas primeiras e últimas atividades todos os dias.
Mas é um hábito que vai garantir uma melhor noite de sono e um melhor começo de manhã. Um dia com menos ansiedade e mais foco e plenitude. Tente substituir o smartphone antes de dormir por um kindle, um livro ou uma revista. Pode apostar que você vai pegar no sono até mais rapidamente.
E tente substituir o smartphone na primeira hora da manhã por outras atividades. Fazer um bom café, tomar um banho, praticar meditação, regar as plantas, passear com o cachorro, escrever, se exercitar…
No começo você até pode se sentir com FOMO. Mas logo depois vai perceber que nada de tão importante acontece nesse período.
E se você trabalhar conectado na internet o tempo todo, é provavelmente o único tempo off que você vai ter. E isso é precioso.
Uma lista completamente pessoal de coisas que estou fazendo pra mudar depois de um ano bastante complicado. Até agora tenho tido sucesso e gostaria de expressar e publicar aqui tudo o que está me fazendo bem:
1. Parar de encaixar a vida no trabalho e começar a encaixar o trabalho na vida.
2. Parar de buscar aprovação das pessoas, principalmente das que estão em uma frequência que eu não quero estar.
3. Parar de aceitar todos os feedbacks e entender que nem sempre a pessoa do outro lado está certa.
4. Parar com a autocobrança excessiva e reaprender a valorizar o que faço.
5. Sair do vale da autossabotagem e recuperar a autoestima sem subir o morro da arrogância.
6. Dedicar mais tempo para família e amigos. De verdade, não da boca pra fora.
7. Dedicar mais tempo para cuidar da saúde física (academia, corrida e bike) e mental (meditação, terapias, música e lazer).
8. Desconectar de verdade e não sentir culpa ao estar descansando.
9. Recuperar a vontade de me expressar e de criar.
10. Aceitar que eu não vou ser tudo, eu não vou ser todos, eu só vou conseguir ser eu e isso é a melhor coisa que poderei ser.
É isso, às vezes a gente entra numa espiral negativa e esquecemos de quem somos. Mas nunca é tarde pra recuperar a essência. Paz!
Eu e minha esposa criamos um ritual. No dia do nosso casamento, colocamos dentro de uma caixa uma garrafa de vinho e uma carta ao futuro escrita por cada um de nós para ser aberta em 3 anos. Sem espiadinha, abrir só em 3 anos mesmo!
O combinado é que isso se repita nos próximos triênios e esse ano foi o primeiro em que abrimos a caixa. Na hora de abrir, pensei: “Puts, eu não lembro de nada que escrevi”. E aí bateu aquele preocupante questionamento de “Puts, será que conquistei o que queria? Será que fiquei pra trás?”.
A real é que foi bem esquisito e bem engraçado ler as nossas previsões. Teve tanta coisa que não aconteceu, tanta coisa que hoje pareceria inviável ou até mesmo que não faria sentido pra hoje. Teve até coisas que eu não gostaria de estar fazendo (Eu escrevi que teria mudado de cidade, por exemplo, sendo que hoje não consigo imaginar nenhum lugar melhor pra viver que não seja Floripa).
Choramos de rir nas duas cartas. Mas depois de ler as previsões nós começamos a lembrar de tudo de incrível que aconteceu e que não estava escrito.
E a gente sentiu que foi muito divertido errar. E depois sentimos que foi emocionante olhar pra trás e abraçar as surpresas que aconteceram.
Às vezes a gente quer ter controle sobre nosso futuro, mas existem tantas variáveis que não existe “controlar tudo”. Muitas vezes vão surgir oportunidades surpreendentes em nossos caminhos, e eu particularmente acho que essas são as melhores.
Alcançar o que a gente sonha pode ser bom. Mas, pra mim, melhor ainda é alcançar o que jamais imaginei. Justamente por isso eu sinto mais impacto quando “nem nos meus maiores sonhos eu imaginei” do que quando “sempre sonhei com isso”.
Ritual feito, escrevemos novamente como imaginamos que serão as nossas vidas daqui a 3 anos. Já aceitamos que vamos errar algumas coisas e que bom que isso vai acontecer. Aproveitar a jornada, não é?
Se você me perguntar se sei onde quero chegar, vou responder que “Sim, eu sei onde quero chegar, mas sei também que não é somente lá que eu quero estar”. Porque eu quero que nem nos meus maiores sonhos eu tenha conseguido imaginar tamanhas realizações. E olha que eu sonho muito!
É muito bom estar certo. Mas se surpreender (positivamente) é melhor!
Ah, e antes que você pergunte aqui. Sim, o vinho guardado durante 3 anos estava sensacional 🍷.
Eu adoro essas histórias porque em muitos casos é algo completamente diferente do que a gente faz hoje. Ou não. Porque não tem regra.
Pode ser algo bem distante da sua profissão atual ou pode ser algo super próximo.
O meu primeiro emprego foi entregador de flyers (você pode chamar também de panfleteiro haha). Era um trabalho freelancer e eu ganhava (acho que) uns R$20 por tarde pra ficar no centro da cidade entregando flyers de uma loja de brinquedos. Nada mal para um jovenzinho de 15 anos.
O engraçado, no meu caso, é que poderia não ter nada a ver com a minha profissão hoje. Porque 2 anos depois eu entrei na faculdade de biomedicina (!).
Só que não durou muito.
Um ano e meio depois pensei melhor e mudei para a faculdade de comunicação. Um pouco mais pra frente, decidi me especializar em marketing.
E não, não me tornei profissional de marketing porque entreguei panfletos quando adolescente. Não existe esse romantismo. Foram outros motivos, outros caminhos.
Mas é engraçado pensar que, sem querer, minha jornada no marketing começou na adolescência, divulgando promoções de Barbies e Comandos em Ação.
Eu valorizo muito essa experiência e nunca vou esquecer dela. Não acho que o primeiro emprego necessariamente nos define ou nos guia para quem nos tornamos.
Mas é parte da nossa história e, muitas vezes, um primeiro impulso para coisas maiores.